Na sexta-feira começámos o primeiro módulo do nosso curso de agrofloresta organizado pelo Ecoativo (www.ecoativo.pt) com uma introdução a agricultura sintrópica, facilitado pelo fundadores do projeto Planta Floresta. Um estilo de agricultura sistematizado por Ernst Gosh, baseado em conhecimentos indígenas, que mimica os processos que ocorrem naturalmente na floresta original. Através de uma perspectiva sintrópica, olha se para a floresta como um macro organismo que aumenta progressivamente de complexidade com passar do tempo.

No sábado seguiu-se o segundo módulo do curso de agrofloresta. De manhã falámos sobre insumos (matéria trazida de fora do lugar, i.e. rega, composto, estrume, corretores) e como os podemos usar no início da implementação da nossa floresta mas com o objetivo de não depender destes e eventualmente até deixá-los. Priveligia-se a sucessão natural (diferentes ciclos de vida de cada espécie) e estratificação (quanta luz cada necessita) do sistema para maximizar a cooperação entre as espécies, imitando assim os processos da floresta. E à tarde plantámos as primeiras árvores de fruto, produzimos e colocámos matéria orgânica na nossa floresta.

Domingo para o terceiro dia do curso de agrofloresta aprendemos que o processo natural de evolução da florestas é sempre para o aumento de complexidade de vida e biodiversidade. Aprendemos a identificar espécies e características que nos indiquem qual é o estado do sistema atualmente, se de colonização, de acumulação ou de abundância para poder tomar uma ação correta e ajudar o sistema a evoluir mais rapidamente com intervenção humana.Durante a tarde continuámos a plantação da nossa floresta inserindo estacas de diferentes espécies no solo bastante próximas para criar densidade, biodiversidade e cooperação. Assegurando assim que todos os estratos ficam completos e que haja uma sucessão natural das plantas tal como numa floresta.

Na segunda, o último dia do curso de agrofloresta, fizemos as plantações finais no terreno com bastantes sementes das mais variadas espécies desde, árvores, a arbustos, a flores e vegetais. Estas vão se entreajudar e formar uma floresta biodiversa, depois de terem cumprido o seu trabalho de cobrir o solo da exposição solar, podamo-las para gerarem matéria orgânica de forma a regenerar o solo. Durante a tarde os facilitadores partilharam o design do sistema com todos e houve uma partilha final. Foi um curso de grande valor para todos e bastante mais profundo do que se esperava, ficámos muito inspirados a tomar mais ação e realizar mais projetos e eventos futuros.

by Jiivanmukta for www.ecoativo.pt