Aqui, no jardim aromático, o tomilho serve como um fiel alimento de base. Ele prospera sob o sol português e pode suportar tanto a seca como a geada. Apesar do seu pequeno tamanho, a abundância de flores cor-de-rosa atrai numerosas abelhas e borboletas para o jardim. Além disso, as folhas são utilizadas pelo seu sabor encantador em muitas das nossas refeições.

Existem diferentes tipos de tomilho, dos quais a planta mais comum do jardim é o Thymus Vulgaris. Pertence à família da menta Lamiaceae. Embora o tomilho seja mais conhecido pelo seu sabor, tem sido utilizado pelas suas propriedades protectoras. Desde a era romana, a planta tem sido popular entre os imperadores, pois acreditava-se que o seu uso nas refeições reduz a possibilidade de intoxicação alimentar. O tomilho também carregava um poder simbólico, que durou até à Idade Média. Significava força e coragem, e por isso servia como um sinal de respeito quando oferecido (1).

Sabe-se agora que as ideias que as pessoas levavam em torno das propriedades protectoras do tomilho não se baseavam em superstições. Três óleos essenciais podem ser extraídos do tomilho: borneol, geraniol, e timol. Estes óleos, quando gargarejados, podem tratar eficazmente as infecções da garganta. Há também investigações que sugerem que os óleos essenciais podem contribuir para o aumento do DHA, uma gordura que está associada à saúde e ao funcionamento do nosso cérebro e sistema nervoso (2).

As propriedades anti-microbianas encontradas no tomilho criam o potencial para os seus óleos essenciais serem aplicados em métodos de cura naturais (3). Após a colheita dos caules e a secagem das folhas, recolhemos vastas reservas para enriquecer as nossas refeições, o nosso sistema imunitário e, esperemos, a nossa coragem também.

Fontes:

  1. https://www.history.com/news/a-brief-history-of-thyme
  2. Book: ‘Medicinal Cookery’, Dale Pinnock
  3. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4391421/